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segunda-feira, setembro 12


"Tudo na vida tem o seu tempo, e o seu caminho, e o meu agora é outro: é novo, é desconhecido, é estranho. Mas é o meu, o que eu quero e o que tenho que viver." 

Margarida Rebelo Pinto

quinta-feira, setembro 8

O 8 da DOR!


Uma vez disseste-me que eu sofro em demasia, que transmito tudo aquilo que sinto... tanto o de bom como o de mau...
E eu sou mesmo assim, o 8 e o 80. Quando caiu no fundo do poço não consigo disfarçar, não consigo fingir que estou bem, não consigo levantar a cabeça e sair a rua, fecho-me no meu mundo e não vivo, apenas sobrevivo...
E eu agora sou o 8, um 8 constante, mas um 8 muito pequenino, um 8 fraco, um 8 cobarde, um 8 que apenas se mantém vivo porque respira,  porque o coração esse já não me pertence, desfez-se em bocadinhos e agora já nem a ti te pertence!!
Sabes, tenho Saudades tuas... mas vou continuar com o meu 8, porque é o único que eu consigo viver e sentir em relação a mim, a ti, e a nós...

it's true *


quarta-feira, setembro 7

Lavar o coração...


(...) um dia, o teu coração e a tua cabeça - de cansaço - vão esquecer de o lembrar. Custa esse dia a chegar, eu sei que custa. É o que mais anseias, eu sei. Mas não te atropeles, só se lava um coração dando-lhe tempo, só se esquece depois de lembrar muito. Lembra-te, lembra-te de tudo até ao ínfimo pormenor: do mau e do bom, mas sobretudo do bom; foi por isso que estiveste com ele esse tempo. E quando acabares de lembrar, vais esquecer, garanto-te. Mas antes, tens que esgotar as lembranças e aí o teu coração fica lavado. Não vazio, mas lavado para que alguém volte a pintá-lo das cores mais fortes e mais vivas ou talvez não. Talvez tenhas que aprender a ficar sozinha, mas sempre com o coração lavado (...).

* Escrito pela Rita e retirado de Este blog precisa de um nome .
 (Adorei o texto, e é dos meus blogs preferidos, visitem! Acreditem que vale a pena ) 

terça-feira, setembro 6

"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas.

 E outras coisas..."

quinta-feira, setembro 1

September, NO!



Setembro sempre foi dos meus meses preferidos!! Sentia-o como uma esperança, um recomeço... Sempre odiei a solidão do Verão, e adorava os doces abraços cheios de saudade de Setembro!! 
Este Verão foi precisamente o contrário, precisei mais do que nunca do que a paz e a serenidade do Verão... E abdicava do melhor que tenho, só para não ter de sentir e viver tudo de mau que este Setembro me vai trazer... é cobardia, eu sei!! Mas só a ideia de ter de viver tudo de novo apavora-me :S 


Wake Me Up When September Ends!





‎"Durou muito pouco.Doeu muito mais..."

quinta-feira, agosto 25

, deixar correr o coração!

"Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'